19 de Janeiro de 2023
Jardim desafia críticos a apontarem obras que não deveriam ter sido feitas
Lusa

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O ex-presidente do Governo da Madeira Alberto João Jardim afirmou que ao longo de quatro décadas os seus executivos realizaram cerca de 4.900 inaugurações e desafiou os críticos da sua governação a indicarem as que não deveriam ter ocorrido.

“Os meus governos fizeram 4.890 inaugurações. Governos, não eu. Os governos Albuquerque prosseguiram-no”, escreveu Jardim na sua conta da rede social Twitter, na terça-feira.

O ex-governante e líder do PSD/Madeira acrescentou: “Para não perder tempo com ‘gajos importantes (?!...)’, de uma vez por todas indiquem à população aí beneficiada, um a um, qual o investimento que não devia ter sido feito!”.

A publicação foi feita depois de, no domingo, o Diário de Notícias ter divulgado declarações do social-democrata Sérgio Marques em que o ex-secretário e diretor regional disse que houve “obras inventadas a partir de 2000”, quando Alberto João Jardim era presidente do executivo madeirense, e grupos económicos que cresceram com o “dedo do Jardim”.

Sérgio Marques, que foi diretor regional entre 1988 e 1989, referiu, citado pelo jornal, que a governação de Jardim “foi fantástica até 2000”, mas depois “começaram a inventar-se obras, quis-se continuar no mesmo esquema de governo, a mesma linha, obras sem necessidade, aquela lógica das sociedades de desenvolvimento, todo aquele investimento louco que foi feito pelas sociedades de desenvolvimento”.

O social-democrata, que na terça-feira renunciou ao cargo de deputado na Assembleia da República e solicitou a sua saída da comissão política do PSD/Madeira, escreveu no domingo, na rede social Facebook, que estas declarações ao DN foram prestadas em ‘off’, no âmbito de um trabalho sobre os 47 anos com o PSD no poder na Madeira, numa “parte informal” da conversa, até porque “estão longe de ter atualidade e pertinência”.

O ex-deputado acrescentou que as suas opiniões eram “conhecidas, não são segredo, mas que se referem a momentos do passado, e que estão distantes da atualidade política regional”.

Sérgio Marques, secretário regional dos Assuntos Europeus e Parlamentares entre 2015 e 2017, na presidência do também social-democrata, Miguel Albuquerque, afirmou ainda que foi afastado do cargo por influência de um grande grupo económico da região.

A Lusa tentou, sem sucesso, obter um comentário de Alberto João Jardim.

No Twitter, o ex-presidente referiu que os críticos dos seus investimentos vão apontar “a habitual marina Lugar de Baixo [concelho da Ponta do Sol], destruída por tempestade e já não resolvida porque a oposição recorreu ao Tribunal Constitucional”.

Este empreendimento custou cerca de 100 milhões de euros, porque foi sucessivamente danificado por tempestades e reconstruído. O projeto acabou por ser abandonado pelo executivo madeirense em 2015, tendo sido considerado um dos ‘erros’ da sua governação.

O ex-presidente do Governo Regional (antecessor de Miguel Albuquerque, que ocupa o cargo desde 2015) considerou que “cabia a outros, depois, a iniciativa de aproveitar” a infraestrutura construída, mas “não o fizeram”.

“Ano eleitoral, maçonaria e ‘Madeira Velha’ nervosos...”, conclui, referindo-se às legislativas regionais que decorrem este ano.

Na segunda-feira, questionado pelos jornalistas sobre se Sérgio Marques deveria afastar-se do partido por iniciativa própria, Albuquerque, também líder do PSD/Madeira, disse: “O PSD é um partido livre e só está no PSD quem quer.”

O ex-presidente do Governo da Madeira Alberto João Jardim afirmou que ao longo de quatro décadas os seus executivos realizaram cerca de 4.900 inaugurações e desafiou os críticos da sua governação a indicarem as que não deveriam ter ocorrido.

“Os meus governos fizeram 4.890 inaugurações. Governos, não eu. …





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