Rui Gonçalves

É preciso ser criativo

05 de Julho de 2024


Quando há eleições legislativas regionais nos Açores gosto de acompanhar os debates entre os candidatos dos diversos partidos nas diversas ilhas.

Há muito tempo que cheguei a uma conclusão: os problemas que mais tocam as pessoas nas nossas ilhas são, geralmente, a saúde e os transportes.

Na verdade são temas apaixonantes para qualquer político. A níveis diferentes, evidentemente, mas ambos do maior interesse. Na base do interesse está a nossa sempre presente condição de ilhéus.

Não me demorarei sobre a saúde, que está primeiro que qualquer outro. Vou deter-me nos transportes. Até porque é um assunto de grande atualidade.

No que respeita ao transporte marítimo as notícias não são boas. Temos os inconvenientes das escalas atrasadas e irregulares dos navios, que já motivou várias posições públicas, a mais recente das quais na última sessão da Assembleia Municipal.

Ao fim de tanto tempo a transportar mercadorias entre o continente e as ilhas parece que se desaprendeu. Anda o Governo para aí a encomendar estudos, segundo consta contratados a quem não está apetrechado para os fazer, e estamos pior do que estávamos.

Nem vale a pena falar nas famosas que foram aqui entre nós, plataformas logísticas. O que é preciso é que os navios nos tragam os produtos a tempo e horas.

No transporte aéreo toca-nos sempre a fava. Ou são viagens a menos, ou avarias a mais, ou qualquer outro inconveniente.

Recentemente soube-se mais uma da SATA. A companhia tem muito prejuízo porque o Governo da República não paga as Obrigações de Serviço Público. Até parece que a SATA transporta passageiros e carga de graça quando vem ao Faial. É tudo prejuízo.

Outro caso, menos falado mas decisivo, é o do transporte marítimo de passageiros. Sobretudo entre as ilhas do Triângulo.

Neste caso nem dependemos de fora. Temos os navios, temos a administração e temos o negócio, quer dizer, os passageiros.

Quem está tentando meter areia na engrenagem é o sindicato que representa os trabalhadores da Atlânticoline.

Claro que não vou discutir aqui as razões. Sabemos que é justo lutar pelos interesses de cada classe profissional, mas… que diabo, inventar uma greve com paralisação total em julho e agosto é como fazer pontaria para atirar a um boi.

É assim… Como se não bastassem os problemas que nos vêm de fora, arranjamos nós os nossos próprios problemas, cá dentro, para nos entretermos. O que é preciso é ser criativo.

Quando há eleições legislativas regionais nos Açores gosto de acompanhar os debates entre os candidatos dos diversos partidos nas diversas ilhas.

Há muito tempo que cheguei a uma conclusão: os problemas que mais tocam as pessoas nas nossas ilhas são, geralmente, a saúde e os transportes.

Na verdade são temas apaixona…





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