12 de Janeiro de 2023
Mulher de António Ventura abdica de cargo
Lusa

Autor do Artigo
29

A mulher do secretário da Agricultura do Governo dos Açores abdicou do cargo, ganho por concurso público, de diretora de serviços na tutela do marido, rejeitando a “suspeição falsa de privilégio”, revelou ontem a própria à agência Lusa.

“Não tenho apego a cargos ou dirigismo. Tenho apego ao meu prestígio profissional. Por ele, e só por ele, abdico do lugar a que me candidatei por concurso, não tendo até ao momento aceite a nomeação, nem assinado o termo de posse”, disse à agência Lusa Fernanda Ventura.

Numa posição escrita, a engenheira zootécnica acrescenta que a sua carreira profissional foi “sempre pautada pelos valores de lealdade, diligência, competência e brio” e defende que aquela “não foi uma nomeação de confiança pessoal ou política”.

A 27 de dezembro, foi publicado em Jornal Oficial a nomeação de Fernanda Ventura para diretora dos Serviços de Apoio ao Investimento e à Competitividade, integrados na Direção Regional do Desenvolvimento Rural, tutelada pela Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Governo dos Açores, liderada por António Ventura.

A nomeação surge depois de um concurso público, tendo o júri considerado que Fernanda Ventura tinha o “perfil exigido para o desempenho das funções inerentes ao cargo”, segundo o despacho.

Fernanda Ventura, que é técnica superior na Direção Regional do Desenvolvimento Rural desde 20 de outubro de 2010, afirma que “nunca misturou a vida pessoal ou institucional com a isenção e imparcialidade” das suas decisões profissionais.

A especialista em Tecnologia Leiteira “repudia as insinuações ou ataques de caráter”, independentemente de “quem quer que seja”, e realça que “nunca teve interesse ou motivação para a carreira política”.


“Acredito no princípio republicano de que ninguém deve ser nem privilegiado nem favorecido por raça, género, crença ou parentesco. O mesmo princípio defendo, e que também acredito, com a mesma intensidade, de que ninguém deve ser prejudicado pelas mesmas razões”, assinala.

Segundo diz, os “ataques de caráter” de que foi alvo “atentam contra a normalidade da vida dos profissionais da administração pública, que apenas pretendem progredir na sua carreira”.

“Não aceito estar sob suspeição falsa de privilégio. Ninguém pagará o prejuízo profissional que me imputam, mas também ninguém está ou estará acima da minha retidão e imagem”, destaca.

Em 28 de dezembro, em declarações à RTP/Açores, o secretário da Agricultura, António Ventura, defendeu que a sua mulher “teve acesso a um concurso como qualquer açoriano”, recordando que o procedimento “não estava limitado a ser esposa de um governante ou de um político em funções”.

A mulher do secretário da Agricultura do Governo dos Açores abdicou do cargo, ganho por concurso público, de diretora de serviços na tutela do marido, rejeitando a “suspeição falsa de privilégio”, revelou ontem a própria à agência Lusa.

“Não tenho apego a cargos ou dirigismo. Tenho apego ao …





Para continuar a ler o artigo torne-se assinante ou inicie sessão.


Contacte-nos através: 292 292 815.




Outras Notícias
Mais de 500 mil docentes e alunos usam Escola Virtual que assinalou ontem 18 anos
.
Cartilha de Sustentabilidade alargada a todos os setores
.
PSD/Açores diz que Governo Regional tem alento para cumprir legislatura
.
PSD diz que Governo reduziu pagamento a fornecedores em 30 dias
.