07 de Dezembro de 2022
“O estudo do LNEC mostra o caminho do que não se pode fazer”
Rui Gonçalves

rui.incentivo@gmail.com
70
Projeto anterior não deve ser concretizado

A afirmação reproduzida no título desta notícia pertence a José Decq Mota.
Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, realizada esta semana, estiveram presentes, como convidados, para além do primeiro peticionário do documento entregue por um grupo de cidadãos na Assembleia Regional, o presidente do conselho de administração da Portos dos Açores.

A síntese feita por José Decq Mota está em perfeita consonância com a determinação de Rui Terra em não levar adiante o projeto para a requalificação do porto da Horta apresentado pelo Governo socialista e que motivou também uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal no mandato anterior.

Rui Terra foi submetido a diversas perguntas cujas respostas levaram todas à mesma conclusão: o que estava projetado, do ponto de vista técnico, não serve o porto.

Esta sessão da Assembleia Municipal resultou de uma moção, proposta pela maioria PSD, CDS e PPM, que foi aprovada por unanimidade.

Ausentes da reunião de segunda-feira, no salão nobre dos Paços do Concelho, estiveram o projetista da solução apresentada por Miguel Costa, anterior presidente da Portos dos Açores, e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que a citada moção previa.
As principais perguntas vieram do público, que compareceu em menor número do que na primeira sessão extraordinária daquele órgão.

O estudo apresentado pelo presidente do Conselho de Administração da Portos dos Açores, Rui Terra, como o INCENTIVO adiantou em síntese na segunda-feira, destinava-se apenas a mostrar soluções para a redução da agitação marítima no interior do porto, depois da construção do molhe norte.

Ficou claro, durante as mais de três horas de debate, que é possível criar condições mais favoráveis ao abrigo que o porto proporciona às embarcações. O problema é, para além do critério de escolha da melhor solução, o custo da obra.

Sobre o PSD e restantes partidos da coligação, caía o ónus de não haver ainda nada programado para dar início à obra. Sobre a oposição, principalmente protagonizada pelo Partido Socialista, impendia a difícil tarefa de demonstrar que o último projeto conhecido, do Governo anterior, era o que melhor servia. E foi isto que o PS fez. Através do seu líder na Assembleia Municipal, Rui Santos, e do seu secretário coordenador na ilha do Faial, João Bettencourt, intervindo a partir do público.

Prevaleceu a posição desassombradamente assumida por Rui Terra.

A ideia de Rui Terra resulta do estudo apresentado. Considerando o facto, sublinhado por operadores portuários presentes na sessão, que a construção do molhe norte prejudicou a agitação no saco sul do porto, a prioridade é reduzir essa agitação, e só depois pensar no que se pode fazer no interior da baía. Porque, disse Rui Terra, o pior que se pode fazer é construir sobre um erro.

Embora não se tenha ficado a saber qual é a melhor solução para o reordenamento do porto da Horta, resultou claro do debate que o problema é efetivamente a agitação marítima.

Não se sabe também qual é a posição do Governo Regional, que é quem deve fazer a obra, uma vez que, na sessão, não esteve presente nenhum representante seu.

Resta-nos agora aguardar novas soluções, na certeza porém de que, com este conselho de administração da Portos dos Açores, o projeto de Morim de Oliveira não será executado. 

A afirmação reproduzida no título desta notícia pertence a José Decq Mota.
Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, realizada esta semana, estiveram presentes, como convidados, para além do primeiro peticionário do documento entregue por um grupo de cidadãos na Assembleia Regional, o presidente do conselho de ad…





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