06 de Setembro de 2022
Comissão Europeia reconhece que UE precisa de reforçar meios de combate a incêndios
Lusa

Autor do Artigo
40

O comissário europeu responsável pela Gestão de Crises reconheceu ontem que a União Europeia deve reforçar os meios de combates a incêndios florestais para 2023, depois de o mecanismo europeu de proteção civil ter atingido o limite neste verão.
Falando na abertura de uma reunião ministerial de coordenação de emergência sobre o reforço da preparação e resposta da UE em caso de incêndios, que convocou para ontem em Bruxelas, o comissário Janez Lenarcic apontou que, desde junho passado, foram recebidos 11 pedidos de assistência ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil, reconhecendo que só não houve mais pedidos de ajuda por parte de Estados-membros que enfrentavam fogos de grandes dimensões “pois os países afetados sabiam que não haveria capacidades disponíveis”.
Tal foi o caso de Portugal, que em agosto se absteve de voltar a acionar formalmente o mecanismo de assistência europeu, para combater o fogo no Parque Natural da Serra da Estrela, por ter conhecimento de que não havia meios disponíveis, dado estarem já empenhados no combate a fogos em outros Estados-membros.
O comissário começou por salientar que se assistiu neste verão a “uma aceleração alarmante da propagação de fogos florestais por toda a Europa”, salientando que, “embora a época de fogos deste ano ainda não tenha terminado, já bateu todos os recordes”, com um total de área ardida de mais de 750 mil hectares, “cerca de três vezes o tamanho do Luxemburgo”, e apontou o caso concreto da Serra da Estrela.
“As imagens que todos vimos da Gironda, em França, do Parque Natural da Serra da Estrela, em Portugal, mas também da República Checa, Alemanha, Espanha, das regiões do Carso, entre Itália e Eslovénia, ficarão connosco como lembrança da gravidade dos incêndios florestais que estão a ocorrer neste continente”, enfatizou.
Prestando homenagem a todos aqueles que “colocam as suas vidas em risco” para combater os incêndios e salientando que “os serviços de emergência europeus estão realmente a fazer um trabalho verdadeiramente heroico”, o comissário europeu comentou que “a solidariedade europeia permanece intacta, graças à tomada de decisões estratégicas nos anos anteriores para mobilizar capacidades também a nível europeu e partilhá-las através das fronteiras”.
No entanto, salientou, é preciso “fazer mais, incluindo a nível europeu”, sendo designadamente necessário “encontrar formas de aliviar mais rapidamente o fardo nacional”, pois “a solidariedade através da Europa, quando muitos países são afetados ao mesmo tempo, não pode ser dada como adquirida”.
“Os nossos serviços de emergência ainda estão a conter incêndios em curso. No entanto, como decisores políticos, temos de olhar para o futuro”, disse. 

O comissário europeu responsável pela Gestão de Crises reconheceu ontem que a União Europeia deve reforçar os meios de combates a incêndios florestais para 2023, depois de o mecanismo europeu de proteção civil ter atingido o limite neste verão.
Falando na abertura de uma reunião ministerial de coordenação de…





Para continuar a ler o artigo torne-se assinante ou inicie sessão.


Contacte-nos através: 292 292 815.




Outras Notícias
Presidente da Câmara anuncia criação de pacote para apoiar famílias e empresas
.
Instituto Nobel diz estar fora de causa retirar prémio da paz a Ximenes Belo
.
Associação alerta que acesso a medicamentos genéricos pode ficar comprometido
.
Gasolina desceu 1,4 cêntimos e gasóleo subiu 3,4 cêntimos nos Açores
.