13 de Junho de 2022
Governo disponível para apoio à imprensa devido a custo do papel
Lusa

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O presidente do Governo Regional dos Açores manifestou-se disponível para “pensar num apoio extraordinário” à imprensa regional devido aos sobrecustos do papel, “essencial para a materialização das edições dos jornais”.

“O Governo está sensível para pensar num apoio extraordinário à imprensa, devido ao aumento de preço do papel, fruto desta crise económica, que penaliza a imprensa”, afirmou José Manuel Bolieiro, em declarações aos jornalistas no Palácio de Sant’ Ana, em Ponta Delgada.

O chefe do executivo falava a propósito da indicação de que os jornais Diário dos Açores, Correio dos Açores e Atlântico Expresso deixaram, desde de quinta-feira passada, de ser impressos devido à “rotura de vários tipos de papel no mercado nacional e internacional”.

Bolieiro esclareceu que uma questão é a “gestão de ‘stock’ de papel” e outra, a que o Governo regional está “sensível”, é o aumento dos preços do papel.

“Relativamente a esta matéria, assumo a vontade e o compromisso de colaborar, no quadro das nossas possibilidades”, afirmou.

Questionado sobre os moldes do referido apoio extraordinário à imprensa, o chefe do Governo indicou que será definido através do “diálogo”, essencial para ter “o bom acolhimento das opções”.

“Para nós, os órgãos de comunicação social prestam um serviço à democracia, à pluralidade de opiniões e à formação cívica. Por isso, temos sistemas de subvenção pública aos órgãos de comunicação social regionais”, destacou.

Num comunicado publicado naqueles três jornais, e intitulado “uma notícia que não gostaríamos de dar”, a Gráfica Açoreana informa os assinantes e clientes que aquelas publicações passaram a ser distribuídas em formato PDF.

“Desde fevereiro que as empresas gráficas estão confrontadas com a rotura de vários tipos de papel no mercado nacional e internacional […] conseguimos até ao momento garantir papel com um custo três vezes superior ao papel próprio para impressão de jornais. Apesar do enorme encargo […] foi possível até agora manter a publicação regular […]. Porém, o último lote de papel serviu para imprimir os jornais que hoje publicamos”, indica a Gráfica Açoreana.

No caso do outro matutino da ilha de São Miguel, o Açoriano Oriental, o administrador da Açormédia, Pedro Melo, adiantou à agência Lusa que não se prevê “para já” problemas de falta de papel.

“Temos ‘stock’ e encomendas de papel acauteladas até ao fim do ano”, afirmou o administrador da Açormédia, que detém o jornal Açoriano Oriental.

O presidente do Governo Regional dos Açores manifestou-se disponível para “pensar num apoio extraordinário” à imprensa regional devido aos sobrecustos do papel, “essencial para a materialização das edições dos jornais”.

“O Governo está sensível para pensar num apoio extraordinário …





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