03 de Maio de 2022
Hepatite aguda infantil é um tema “muito urgente”
Lusa

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Em Portugal ainda não há reporte de infetados

O surto de hepatite aguda infantil verificado em vários países europeus é uma situação “muito urgente” a que a Organização Mundial de Saúde (OMS) está a dar prioridade, garantiu ontem o diretor regional para emergências da agência.
“É muito urgente. Estamos a dar prioridade absoluta a isto e a trabalhar de muito perto com o Centro Europeu de Controlo de Doenças e com o Reino Unido, onde está a grande maioria dos casos”, disse aos jornalistas Gerald Rockenschaub, num encontro com as autoridades de saúde portuguesas no Infarmed, em Lisboa.
O surto “de origem desconhecido” foi anunciado pela OMS a 15 de abril e afeta crianças com idades entre um e 16 meses, com inflamação do fígado e “em muitos casos”, sintomas gastrointestinais como dores abdominais, diarreia e vómitos, e elevação das enzimas do fígado. Pelo menos uma criança morreu e em cerca de 10% dos casos foi preciso fazer um transplante de fígado. A OMS está a receber relatos de mais casos em países que “ativaram os seus mecanismos de vigilância para identificar especificamente casos destes”, ate ao momento, o Reino Unido é o país com maior número de caso, onde se localizam 60 dos cerca de cem doentes com hepatite viral. Além da região europeia, foram também detetados casos nos Estados Unidos da América.
“Até agora, não é totalmente claro [o que provoca a doença]. Há indicação de que um adenovírus possa ser responsável, mas estamos a trabalhar com outros países afetados para recolher informação, avançar na investigação e chegar rapidamente ao fundo isto e tomar medidas para evitar mais contágios”, declarou Gerald Rockenschaub.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou a criação de uma task force de “acompanhamento e atualização” do surto mundial de hepatite aguda em crianças, que tem como missão “a avaliação de risco a nível nacional e a elaboração de orientações técnicas para a deteção precoce de eventuais casos que venham a ser identificados no país”, referiu a DGS em comunicado.
A ministra da Saúde, Marta Temido, reiterou ontem, no Porto, que não está identificado no país nenhum caso mas que para avançar com novas abordagens é necessário conhecer a causa da doença.
“A causa da doença não foi ainda identificada e isso será essencial para que se possa perceber mais. A OMS, e Portugal através da DGS  e desse grupo de trabalho que foi constituído com a Sociedade Portuguesa de Pediatria e outras sociedades médicas, está a acompanhar a evolução da situação”, disse Marta Temido.
A governante falava aos jornalistas no hospital onde na semana passada esteve internada uma criança com suspeitas de hepatite aguda. O menino de 21 meses teve alta na sexta-feira e aguardou em casa o resultado de exames que excluíram a hipótese de hepatite aguda e revelaram a existência de três vírus, entre os quais o Influenza A.
Na semana passada, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, salientou que o Governo “olha com preocupação” para os cerca de 200 casos de hepatite aguda em crianças que têm surgido a nível mundial.
“São cerca de 200 casos a nível mundial, com 20 casos de transplante hepático. De facto, aquilo que devemos fazer neste momento é ter os colegas de medicina geral e familiar e pediatras em grande alerta, para poderem monitorizar, e as pessoas estarem sensibilizadas para alguns sintomas nestas crianças”, referiu o governante.
Como medidas contra este surto, a DGS recomenda a higienizarão das mãos e a etiqueta respiratória. 

O surto de hepatite aguda infantil verificado em vários países europeus é uma situação “muito urgente” a que a Organização Mundial de Saúde (OMS) está a dar prioridade, garantiu ontem o diretor regional para emergências da agência.
“É muito urgente. Estamos a dar prioridade absoluta a isto e…





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