18 de Abril de 2022
Nobel da Paz Nadia Murad apresenta guia de resposta à violência sexual na guerra
Lusa

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A prémio Nobel da Paz de 2018, Nadia Murad, juntamente com o Reino Unido, apresentou, na semana passada, um código de conduta para tentar melhorar a investigação de casos de violência sexual em guerras por todo o mundo.

Perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Nadia, que foi uma escrava sexual do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e uma das principais defensoras dos sobreviventes de genocídio e violência sexual, apresentou um guia que foi batizado com o seu sobrenome, “código Murad”, que visa contribuir para a procura de justiça para as vítimas, facilitando a recuperação de provas.

Na sua declaração perante os diplomatas que integram o Conselho de Segurança, a ativista sugeriu ainda a criação de um tribunal para processar o EI.

“O Código Murad estabelece diretrizes claras e práticas para se centrar nas necessidades dos sobreviventes ao recolher evidências e para garantir que recebem justiça e apoio”, disse a jovem iraquiana, da minoria iraquiana yazidi, que em 2014 foi sequestrada, violada e mantida por meses como uma escrava por ‘jihadistas’ do EI.

Este código de conduta vida permitir que essas vítimas testemunhem as suas experiências com total segurança e que as consequências psicológicas e físicas sejam minimizadas.

O Conselho de Segurança da ONU realizou, quarta-feira passada, o seu debate anual aberto sobre violência sexual relacionada com conflitos, este ano intitulado: “Responsabilidade como Prevenção: Fim dos Ciclos de Violência Sexual em Conflitos”.

A reunião centrou-se no fortalecimento da responsabilidade e na abordagem da impunidade da violência sexual relacionada com conflitos.

“A história mostra que sempre que um conflito eclode em qualquer lugar do mundo, seguem-se as violações e a brutalidade. Estamos a ver isso na Ucrânia agora, com relatos de violência sexual que devem alarmar-nos”, afirmou a prémio Nobel da Paz.

“A violência sexual não é um efeito colateral, é uma tática de guerra tão antiga quanto o mundo”, insistiu Nadia Murad.

A iniciativa apresentada pela ativista é apoiada pelo Reino Unido e pelo Instituto Internacional de Investigações Criminais e procura servir de guia para investigações sobre violência sexual em todo o mundo.

O diplomata britânico Tariq Ahmad, que presidiu a reunião do Conselho de Segurança, também anunciou que o seu país organizará uma conferência internacional em novembro próximo para prevenir a violência sexual em conflitos.

Já a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Liz Truss, denunciou “o crescente número de relatos de violência sexual por parte das forças russas” na guerra na Ucrânia.

De acordo com a representante da ONU, os sobreviventes de violência sexual continuam a ser silenciados pelo trauma, dor e desespero, assim como pelo estigma, insegurança e escassez de prestação de serviços.

A prémio Nobel da Paz de 2018, Nadia Murad, juntamente com o Reino Unido, apresentou, na semana passada, um código de conduta para tentar melhorar a investigação de casos de violência sexual em guerras por todo o mundo.

Perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Nadia, que foi uma escrava s…





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